10 Jun
2013
Do impresso ao digital
Por Jeremias Alves Pereira Filho

Sou do tempo em que jornal se fazia com tinta preta impressa sobre o papel, que era recortado e dobrado para ser entregue quase em mãos aos assinantes. E vi isso tudo ao vivo, como se diz no jargão televisivo, porque meu pai, o jornalista Jeremias Alves Pereira, passou quase toda sua vida nesse meio, quase seu fim. Explico para quem não sabe: seu sonho sempre foi ter seu próprio jornal nos idos do início dos anos 1950. O jornal impresso e diário era, pois, uma façanha, um ato de heroísmo.
Desde minha, como direi, tenra idade, já sabia disso, porque acompanhava - era levado por - meu pai à redação e oficina da gloriosa Tribuna da Noroeste. Claro que me empolgava o ambiente agitado da redação, com o entra-e-sai de pessoas as mais diversas, trazendo notícias, anúncios e comunicados gratuitos. Mas o que me impressionava era a oficina! Nela a notícia não tinha a importância que tinha na redação, pois era pura e simples matéria prima, insumo do jornal. Eu jurava que aquilo jamais iria mudar e que o jornal impresso pela Tribuna da Noroeste já era o máximo em matéria de jornalismo.
Foi um susto quando vi o "fac-símile" pela primeira vez em 1988, que era capaz de enviar imagem impressa por telefone! Levei um bom tempo para me acostumar com a idéia, quando, logo depois, surgiu o PC - Personal Computer, parecido com uma máquina de escrever elétrica, mas que podia corrigir e armazenar textos e outras informações básicas, sem a nessidade de cópias por papel carbono ou mimeografadas. E veio o AT, o XT, o 1, o 2,, o 3, o Cuore, o DuoCuore, o fax acoplado ao computador, o celular, o iphone, o ipad, tablet, o scanner, a internet, o icloud, o FaceBook, o Twiter, o BuzzFeed... Achava que nada mais poderia vir, mas veio e muito mais ainda virá, antes mesmo de acabar esse texto. Essa era digital, temo suspeitar, talvez já esteja acabando também! A coisa evolui com a velocidade, diria, digital!! A ficção científica do futuro vai virar coisa do passado...
Hoje - agora - existem os tais blogs. Seria uma versão digital do jornal impresso? Sei não! Acho que, pelo menos por enquanto e quanto não sei, um não compete com o outro. Um informa, esclarece e educa, de modo a agradar e atrair uma infinidade de pessoas, que do jornal impresso nunca irão abrir mão. O outro também faz isso, mas na velocidade do consumo imediato, na rapidez das necessidades urgentes das pessoas, sob pena de se ter o novo por velho. Agrada e atrai igualmente uma infinidade de pessoas.
Os blogs se proliferam com semelhante velocidade digital. Uns são bem feitos, outros não. Uns parecem servir de plataforma, outros não. Uns têm caráter político enquanto outros têm grade social, escolares, artísticas, gastronômicas, humorísticas, religiosas ou laicas, e/ou tudo isso junto.
Tem para todos os gostos e sabores. Cada um vai escolher o seu! Como no jornal impresso...
O Blog da Célia Villela prova que ela tem espaço para os dois!

Jeremias Alves Pereira Filho
Sócio de Jeremias Alves Pereira Filho Advogados Associados; Especialista
em Direito Empresarial e Professor de Direito da Universidade Mackenzie
Araçatubense nato
 

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Célia Chacra Villela é jornalista, construiu sua carreira na Folha da Região (Araçatuba-SP), onde assinou durante muitos anos respeitável coluna social, crônicas, biografias e narrativas de viagens.  Webjornalista e Digital Influencer no Blog Célia Villela.. 
Pós-graduada em Comunicação Empresarial, membro da Academia Araçatubense de Letras, autora do livro de crônicas, "Cá Entre Nós"
 

 

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