22 Jun
2020
Coluna da Célia Villela
 ESTOQUE DE VIDA... O QUE FAZER COM O QUE RESTA?  Crônica Por Célia Villela

Aos 62 anos de idade o publicitário Nizan Guanaes afirmou que precisa resolver o que fazer com este restante de “estoque de vida”. Achei interessante o uso da palavra “estoque” neste contexto, afinal, como diz meu amigo Arthur Leandro Lopes, que entrou no grupo de risco pouco tempo antes da pandemia, também reflete muito sobre esse restante de vida. Ele diz que temos que priorizar o tempo.
Quando a gente entra nos sessenta, que parecia tão longínquo quando jovens, a vida passa a ter um valor imensurável.
Cada amanhecer (bem) é um suspiro de gratidão. Cada anoitecer (bem) é outra gratidão.
E você aprende cada vez mais a conversar com Deus, nutrir a fé, que é algo totalmente individual.
Nossa Senhora, a eterna mãe que protege, também nos concede força. Nesta fase a vida fica mais espiritualizada do que materializada.
Isso não é questão de “estar pronto” para a morrer!
Não! É porque a gente enxerga a vida de outra forma, e sente que seu tempo está encurtando.
Aí você pensa nas coisas materiais que acumulou ao longo desses anos. Com quem vai ficar os tapetes persas, os lustres antigos, as joias de família? Não! Não é apego, mas essas peças materiais fazem parte da vida da gente, tem histórias e memórias. Esses pensamentos surgem quando você reflete que a esse espaço de tempo é apenas uma passagem. Pra onde?
Com a pandemia o mundo ficou menor, o vírus veio da China, atravessou o planeta por meio de humanos. Com o isolamento social as pessoas têm medo de humanos, porque hospedam o vírus.
A família, os filhos, netos, amigos tem que ficar distantes pra não transmitir o vírus.
Aí você dá um valor incrível para todas essas pessoas que fazem parte da sua vida.
Tudo vai passar! Quem sabe o ser humano se torne um pouco melhor depois desta experiência planetária. Porém, não creio!


Compartilhe
5 Comentário (s)

17 Mai
2015
Coluna da Célia Villela- Crônica
O DESABROCHAR DAS PRIMAVERAS - Por Célia Villela
  De uns tempos pra cá tomo café refletindo a vida todas as manhãs. O Chiquinho, nosso cachorrinho, fica ao meu lado me contemplando, com aquele ar de amor fiel, porém nem tão incondicional. Quando ele ganha um pedacinho de carne, fica muito mais dengoso e amoroso.
  A vida sempre nos impõe algum tipo de condição. Acredito que tudo, e todas as relações, sejam bilaterais. Não existe o dar sem receber. Principalmente no amor e na amizade.
  A vida nos impõe sempre uma condição, seja no trabalho, na doença, no próprio caminhar, onde as pedras surgem no meio do caminho, e as flores também. Aí você pode escolher sentir o perfume das flores ou tropeçar nas pedras. Seria o livre arbítrio? Nem sempre. Por vezes você prefere sentir o aroma, mas tropeça nas pedras.
 Por que estou escrevendo isso? Hoje tomei o café, sempre 7 horas da manhã, pensando um pouco mais na vida. Fico mais velha neste 17 de maio, mês mais lindo do ano, não porque é o mês do meu aniversário. Tive a sorte de nascer em maio quando o sol raia lindamente todas as manhãs, a brisa é suave, as orquídeas florescem, além de ser o mês das mães.
 Parece que com o passar do tempo nos tornamos mais sábios. Aprendemos a lidar melhor com as situações, porque a vida é um desafio todos os dias.
Tenho pensado muito ultimamente que a vida aqui é somente uma passagem. Estamos todos vivendo para morrer. Enfim este é o grande mistério.
  Mas quando o sol surge com seus raios dourados desabrochamos todas as manhãs. Como afirma o magnífico poeta libanês Khalil Gibran, “As flores desabrocham para continuar a viver, pois reter é perecer”.
Fazer aniversário é desabrochar, mesmo com as pedras no meio do caminho, os campos florescem.

PS: Ao deletar uma foto, sem querer deletei todos os posts de abril e maio. Estão vendo só como existem "pedrinhas" chatas no meio do caminho?

Compartilhe
1 Comentário (s)

15 Jan
2015
Leitores vocês são especiais!
 Gentileza, obriga leitores!
Queridos leitores vocês me deixam tão feliz, realizada que não podem imaginar! Tenho postado pouco este mês de janeiro, por causa do meu dedinho trincado. Acreditem! Fico com a bota ortopédica sem trégua. Só posso tirar pra tomar banho.
Não tenho saído nem viajado por causa disso, mas prometo que assim que eu tirar a bota, voltar à vida normal, postarei muitas novidades, dicas, viagem, cultura, arte....
Beijos e muito obrigada pela visita!


Compartilhe
1 Comentário (s)

26 Dez
2014
Final do ano, a vida se arrasta...
A  VIDA SE ARRASTANDO

O final do ano se arrasta até chegar dia 31 de dezembro. Tenho esta sensação todos os finais de ano. Parece que a vida não anda, não flui, não tem fim. As pessoas ficam na espera no Ano Novo, quietas, pensativas, relembrando tempos passados, ou o ano que passou tão rapidamente, mas que demooooooooora pra findar.
O novo surpreende! O que estará por vir? Afloram motivações, enterram ilusões. Por mais que a literatura e a arte imitem, ou se inspirem na vida; a vida sempre supera a ficção, improvisa o espetáculo real. A platéia fica atônita! Pelo bem ou pelo mal. Aguardemos!
 

Compartilhe
0 Comentário (s)

16 Dez
2014
Crônica - A vida, simples assim?
 HOJE ESTOU AQUI AMANHÃ NÃO SEI!
   Brindo vocês, queridos leitores, com uma crônica no poste de hoje. Disse “brindo”, porque tento falar das coisas boas da vida.
  Acordei inspirada a escrever o lado bom, aliás, a vida é tão complexa, frágil, nunca se sabe até onde ela vai, e o que consegue agüentar. A gente vai ficando mais velha e nosso olhar sobre a vida, pelo menos o meu, fica mais atento, mais seletivo. Percebemos que coisas bobas a que dávamos tanta importância, hoje não nos aborrecem mais. Melhor tentar viver bem um dia de cada vez.
  Depois de tanta bem-vinda chuva, o céu em Araçatuba (SP), amanheceu azul turquesa, com brisa suave, folhagens dos coqueiros do meu jardim se movimentam suavemente, como no lindo mês de maio.
  As noticias chegam. Boas ou ruins, elas chegam! As pessoas se postam nas redes sociais, publicam suas vidas. A vida é cada vez mais compartilhada. Final do ano sempre bate a auto-reflexão. Você acaba fazendo balanço, não tem jeito. Valeu à pena? Vou mudar? Mudar pra quê? Como num transatlântico a vida pára em portos, continua, chega a terra firme. A viagem acaba, mas a vida continua. Até quando? Puro mistério. Comentei o óbvio? Sim.
   Não adianta queremos saber os porquês de tudo. Nunca iremos encontrar respostas. A vida se encarrega... Hoje estou aqui. Amanhã? Não sei...  Você sabe? Então vamos viver agora!
 

Compartilhe
0 Comentário (s)

Primeira | Anterior | Próxima | Última
Total: 31 Itens

Célia Chacra Villela é jornalista, construiu sua carreira na Folha da Região (Araçatuba-SP), onde assinou durante muitos anos respeitável coluna social, crônicas, biografias e narrativas de viagens.  Webjornalista e Digital Influencer no Blog Célia Villela.. 
Pós-graduada em Comunicação Empresarial, membro da Academia Araçatubense de Letras, autora do livro de crônicas, "Cá Entre Nós"
 

 

© 2013 Blog da Célia Villela - Todos os Direitos Reservados. O conteúdo deste site não pode ser reproduzido, distribuído, transmitido, ou usado, exceto com a permissão prévia da jornalista Célia Villela.